Terminou “Correntes 20” com novo desafio lançado para 2020

A 20ª edição do Correntes d’Escritas ficou marcada pela maior proximidade à população da Póvoa de Varzim e pelo apoio do “Senhor Presidente da República, que demonstrou ser um grande adepto deste encontro de escritores”, afirmou o Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, na conclusão desta edição mais enriquecida de presenças e de novidades.

Aires Pereira salientou o facto de ter sido organizada a ida de escritores até às freguesias para entrar em contacto com as crianças e jovens das escolas, como foi o caso da primeira visita a S. Pedro de Rates.

O autarca poveiro salientou a importância de criarmos uma nova geração de leitores e até de escritores na Póvoa de Varzim, algo que irá ter continuidade no futuro.

Luís Quintais recebeu o Prémio Literário Casino da Póvoa 2019 pela obra poética A Noite Imóvel, no encerramento da 20ª edição do Correntes d’Escritas, que aconteceu no Cine-Teatro Garrett. O poeta recebeu o cheque de 20 mil euros, ao final da tarde deste sábado, 23, das mãos da representante do Casino da Póvoa, Susana Saraiva.

O Júri, constituído por Almeida Faria, Ana Paula Tavares, José António Gomes, Maria Quintans e Marta Bernardes, referiu que “pela qualidade da escrita, a coerência das propostas e a exemplaridade dos conceitos, o júri decidiu, por maioria, a atribuição do prémio a este livro”.

Luís Quintais nasceu em 1968 em Angola. Antropólogo, poeta e ensaísta, leciona no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra.

Luís Quintais agradeceu o prémio, embora considere que “a poesia deve ser uma fonte de prazer e satisfação para o poeta e não de honrarias”. E acrescentou: “uma das maiores alegrias para um escritor é saber que tem leitores. Quero acreditar que ganhei este prémio porque tenho leitores”.

Luís Quintais considerou ainda uma honra passar a estar na mesma galeria de outros autores que muito admira, “escritores magníficos”, que já venceram o Prémio Literário Casino da Póvoa, “é um privilégio enorme estar ao lado deles”.

O Vice-Presidente e Vereador da Cultura, Luís Diamantino, agradeceu a todos os escritores “que deram muito de si ao longo desta semana, não só aqui no Teatro Garrett, como indo às escolas”, bem como agradeceu a todos os que ajudaram a colocar de pé esta edição que marca duas décadas dos encontros de escritores na Póvoa de Varzim.

Para esta edição tão especial, frisou Luís Diamantino, foram feitas pela primeira vez algumas experiências, como a visita de escritores a uma escola de S. Pedro de Rates, “onde encontraram uma sala cheia de pessoas interessadas” em ouvi-los. Assim, é intenção da autarquia da Póvoa de Varzim continuar a privilegiar as visitas às escolas nas freguesias do concelho.

Também estreou nas correntes “um encontro de professores bibliotecários, que todos os participantes dizem que valeu a pena”, sublinhou Luís Diamantino, “por isso já está a ser programada uma segunda edição”.

E, como não podia deixar de ser, dando seguimento ao desafio feito pelo Presidente da Câmara no ano passado, “o Correntes d’Escritas foi ao encontro das pessoas pela cidade e pelas freguesias” e foram convidados mais escritores: “dos 140 que vieram este ano à Póvoa de Varzim, houve 30 que se deslocaram pela primeira vez, por isso não é verdade quando dizem que não há renovação”, afirmou Luís Diamantino.

O poema Renascer de Cláudia Alexandra Fernandes, que concorreu com o pseudónimo de Ema Norberto, foi o escolhido para o Prémio Literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus.

A jovem vencedora agradeceu aos pais, professora e amigas todo o apoio e incentivo dado na sua criação poética.

Em relação ao Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas Porto Editora, receberam os prémios os autores dos seguintes trabalhos: primeiro lugar: “A Caixa”, do 4º A da Escola Básica José Manuel Durão Barroso, de Armamar; segundo lugar: “Bingo e Mingo”, do 4º D da EB Pde Manuel de Castro, de S. Mamede Infesta; terceiro lugar: “A Odisseia da Gotinha de Água”, da Escola Básica de Âncora. Foram ainda atribuídas as seguintes menções honrosas: Texto: “O Poema que quer nascer” do 4º B da Escola Básica José Manuel Durão Barroso, de Armamar; “O Palhinhas nos Caminhos de Santiago” da turma de 3º/4º anos da Escola Básica de Gamil, Barcelinhos e ainda “Snowman” do 4º B da Escola Básica/ Jardim-de-Infância Bela Vista3 de Fânzeres; Ilustração: “O Grande Salvamento” do 4º T da Escola Básica de Touria, Leiria; “Alerta Vermelho no Oceano” do 4º ano da Escola Básica de Rates”, Póvoa de Varzim e ainda “A Viagem das Disciplinas” do 4º A do Colégio Nossa Senhora da Esperança, Porto. Todos os premiados, exceto a turma da Escola de Leiria, estiveram presentes na sessão.

Paulo Gonçalves, da Porto Editora, lembrou que este prémio já existe há 10 anos e com ele “já tocámos 1200 crianças, muitas delas, provavelmente já no Ensino Superior e autores desde tenra idade sendo que os trabalhos premiados anualmente são todos publicados”.

Ana Paula Mateus, da Póvoa de Varzim, que concorreu com o pseudónimo de “Clara Monjardim” foi a vencedora do Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’Escritas 2019, no valor de 2000 euros, com o trabalho “Toda a Água que Nos Une”.

Licenciada em Ensino de Português e Francês pela Universidade do Minho e com Mestrado em Teoria da Literatura, na variante de Literaturas Lusófonas, exerce funções docentes na Escola Secundária Eça de Queirós. E foi aos seus alunos que a vencedora dedicou o seu prémio revelando que diariamente os provoca e convoca para a escrita.

O júri decidiu ainda atribuir menções honrosas aos seguintes trabalhos: “ODE A Póvoa de Varzim”, de Maria Isabel Pereira, com o pseudónimo “J. Rosa”, e “O «Mártele» São Sebastião e o Moço Poveiro”, da autoria de António Cunha e Sá, com o pseudónimo “Cidadão”.

(Fonte: CMPV)

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