O ciclista poveiro Rui Costa não tem sido muito feliz nos primeiros dias da Volta à França. Depois de ter ficado ontem no segundo pelotão, hoje viu-se envolvido numa das três quedas aparatosas da etapa.
Foi um dos momentos mais arrepiantes da história da Volta à França, com cerca de 30 ciclistas envolvidos a alta velocidade.
A decepção, a coragem, motivação e frustação estão aqui descritos pelo próprio Rui na primeira pessoa, através do seu facebook:
“Olá amigos,.
Esta Volta a França não está a começar nada bem para mim. Hoje foi o caos.
Faltavam cerca de 60km quando houve uma queda aparatosa envolvendo vários corredores. Eu dei uma valente cambalhota e caí seco no asfalto. Para piorar levo com uma bicicleta a grande velocidade em cheio nas minhas costas. Caí para o lado esquerdo. Dói-me imenso a anca, o joelho e as costas. Tenho contusões, queimaduras e algumas feridas. Não é nada grave, felizmente, mas não estou nada confortável.
É desmotivante começar uma grande volta, de 21 etapas, desta maneira. Passaram apenas três dias e em nenhum deles posso dizer que tenha corrido bem.
O pior é que amanhã temos uma etapa importantíssima e super dura, a etapa do pavê. Uma autêntico Paris-Roubaix em pleno Tour. O trepidar do paralelo a juntar às mazelas… é melhor não pensar e simplesmente focar-me no objetivo. Vamos ver como acordo amanhã. Espero estar melhor e conseguir passar bem a dificuldade.
Depois da queda, vim em sofrimento até à meta. Agarrei-me ao guiador e pensava “tens de ser forte, tu consegues”. O típico português é assim e não quis deixar ficar mal as nossas gentes. Somos guerreiros e eu só tinha que dar luta.”
A coragem e a Raça Poveira estão bem presentes neste texto do Rui.
Na Classificação Geral Rui Costa é 30º, a 3mn 10s do Camisola Amarela.
