68ª Peregrinação à Senhora da Saúde foi das mais participadas

A 68ª edição da Peregrinação à Nossa Senhora da Saúde foi das mais participadas, estimando-se em 40 mil os fiéis que terão participado, este domingo, dia 25 de maio, sob o lema: “Peregrino, encontra tempo para a oração”.


A cerimónia lançada pelo Monsenhor Pires Quesado e por Maria da Paz Varzim envolve, na atualidade, o trabalho de uma vasta equipa de voluntários, que determina o seu sucesso e grandiosidade, no Arciprestado da Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
São muitas as pessoas que dedicam o seu tempo à preparação desta grandiosa cerimónia, começando por quem apoia a receção aos fiéis, passando pelas equipas de Saúde da Cruz Vermelha, das equipas da Proteção Civil, dos Bombeiros Voluntários e dos Escuteiros, não esquecendo as forças de segurança, como Polícia Municipal e GNR.
A Peregrinação começou pelas 9h00, depois da realização da eucaristia na Igreja Matriz, formando-se um longo cortejo que percorreu os 7 quilómetros desde a Matriz da Póvoa até ao Santuário de Laundos, liderado pelo andor da Senhora da Saúde, que foi transportado em ombros por pescadores poveiros.
Ao longo do percurso a Peregrinação foi saudada por muitos fiéis, que foram mostrando a sua fé com a apresentação de tapetes de flores.
Chegados ao Monte de S. Félix, já milhares de pessoas esperavam o cortejo a que se juntaram muitos dos peregrinos para participarem na Missa Campal, que foi presidida pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga. A sua presença foi uma surpresa para os fiéis, porque tinha sido anunciada apenas a vinda do Bispo D. Manuel Linda.
Numa sociedade que vive cada momento com muita rapidez, D. Jorge Ortiga salientou a importância da oração e reflexão pessoal, mas também do momento de oração nos âmbitos familiar e comunitário.
O Arcebispo de Braga salientou que a oração aproxima-nos de Jesus, é através deste momento que se cria a intimidade com a divindade, através do qual os cristãos se sentem realizados. Por isso, sublinhou uma mensagem do Papa Francisco, que explicava como é que devemos rezar: devemos seguir a orientação dos dedos da mão. D. Jorge Ortiga explicou:
“- O polegar é o dedo mais próximo de nós – devemos rezar por aqueles que nos são mais próximos;
– indicador – devemos rezar por quem nos ensina, nos sabe conduzir indicando o melhor caminho para a nossa vida;
– médio é o dedo maior – devemos rezar pelos líderes, pelos nossos patrões, enfim, aqueles que detêm a autoridade;
– anelar é o dedo mais frágil – devemos orar pelos mais fracos, pelos doentes, desempregados ou marginalizados;
– mindinho – devemos rezar por nós próprios, pois, por vezes, pensamos que somos únicos e os maiores, mas devemos ter humildade e não ser orgulhosos.”

68ª Peregrinação à Senhora da Saúde foi das mais participadas

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