Dia da Cidade: Póvoa prestou tributo a elementos da comunidade

A Póvoa de Varzim celebrou 48 anos de elevação a cidade este dia 16 de junho, realizando a habitual cerimónia de homenagens.

No Teatro Garrett, ainda sob o signo da pandemia, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, presidiu à atribuição da Medalha de Reconhecimento (Grau Ouro) a duas instituições locais, Rancho Folclórico de São Pedro de Rates e Capela Marta; e a Medalha de Reconhecimento (Grau Prata) a duas individualidades, Coronel Armando Soares Ferreira e Luís dos Santos Leal.

O Rancho Folclórico de São Pedro de Rates, no ano passado completou 50 anos de atividade permanente em defesa e divulgação do folclore e da etnografia desta importante vila do concelho; já a Capela Marta é um grupo coral que no presente ano completa 70 de atividade com repertório sacro e profano, atualmente inserido na Associação Cultural com o mesmo nome.

Quanto às personalidades homenageadas. Coronel Armando Soares Ferreira dedicou cerca de 20 anos de serviço à Póvoa de Varzim, 6 dos quais ao comando da Escola de Serviços; enquanto Luís dos Santos Leal, de 86 anos, é jornalista, autodidata, ligado ao jornalismo local e, durante vários anos, correspondente de diversos órgãos de comunicação social nacionais.

A cerimónia começou com a Capela Marta a cantar o Hino da Póvoa de Varzim para uma sala com lotação mais reduzida devido à pandemia.

Foi o Major General Joaquim Pereira Cardoso quem apresentou o primeiro homenageado, tendo apresentado três dimensões do Coronel Armando Ferreira: a de “cidadão exemplar”, de “militar competente” e de “um amigo para sempre”.

O distinguido agradeceu a homenagem estendendo-a a toda a unidade da Escola dos Serviços e também a todos os que o antecederam no comando.

Para falar sobre Luís Leal foi convidado o amigo Otávio Correia, que traçou a imagem de um homem simples, amigo de “ajudar os mais novos” e muito convicto das suas ideias e princípios.

O jornalista mais antigo em funções na Póvoa de Varzim começou por agradecer a todos por mais esta distinção, explicando que vai colocar esta medalha junto dos troféus que já lhe foram entregues honrosamente pelo Varzim, Junta de Freguesia da Póvoa e Pelouro do Desporto poveiro, troféus que guarda “religiosamente” em casa.

Para abordar a importância do Rancho Folclórico de S. Pedro de Rates e sua contribuição para a preservação das tradições etnográficas a par da estética das coreografias e cantares tradicionais dos trabalhadores do campo, usou da palavra Paulo João Silva. O presidente da Junta da vila de S. Pedro de Rates lembrou a fundação pela ação de um grupo de pessoas liderado por Maria de Fátima Moreira e o sucesso que o grupo conquistou ao longo de décadas a nível nacional e internacional.

Para agradecer a homenagem subiu ao púlpito José Matias, presidente da direção do rancho há 25 anos, atualmente também com a função de ensaiador. O líder do grupo não deixou de lembrar os principais dirigentes e ensaiadores que fizeram do rancho o sucesso que é hoje.

Já pela Capela Marta foi convidado para a apresentação o presidente da União de Freguesias Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai. Ricardo Silva não enjeitou a “responsabilidade de resumir 70 anos de conquistas e feitos”, destacando os pontos principais da história da coletividade, seus fundadores que levaram por diante um grupo de homens impulsivos e de garra, mas cheios de mérito, onde de resto assenta a génese dos poveiros e, frisou, do desenvolvimento e crescimento da Póvoa de Varzim.

O presidente da direção da Capela Marta, João Magalhães, começou por felicitar a cidade pelos 48 anos anos deste estatuto, mostrando o elevado “orgulho” dos “capelistas” por serem assim “condecorados”. Referiu que foram “70 anos a contribuir para o desenvolvimento integral e harmonioso da cidade e dos seus cidadãos”.

Os méritos e elevada categoria dos homenageados voltaram a ser salientados quer pelo presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, Afonso Pinhão Ferreira, quer pelo presidente do executivo poveiro, Aires Pereira.

O líder do município não quis deixar de na sua intervenção se referir como a Póvoa de Varzim mostrou resiliência na fase difícil que ainda hoje atravessamos, a pandemia. A partir do presente, Aires Pereira lançou-se numa reflexão sobre o futuro, aludindo a preocupações que antes da pandemia se encontravam apenas latentes e que, a partir de agora, ganham uma dimensão de realidade mais próxima. São exemplo, a necessidade do combate às alterações climáticas, começando com atitudes relacionadas com questões como a sustentabilidade, transição digital, mobilidade suave, economia circular e verde, etc.

Assim, a cidade da Póvoa de Varzim tem condições para um futuro melhor, garantiu o edil, em níveis como habitação, intensidade de trânsito, níveis de poluição, estabilidade social e nível de desemprego (“na AMP a Póvoa é dos municípios com a taxa mais baixa de desemprego”).

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