Requalificação da Escola Flávio Gonçalves custou 5 milhões de euros

Foram investidos 5 milhões de euros na remodelação total da Escola EB 2,3 Flávio Gonçalves, na Póvoa de Varzim, que esta manhã de sexta-feira foi inaugurada pelo presidente da Câmara local, Aires Pereira.

Depois de a Câmara poveira ter tomado posse administrativa da obra (num processo que ainda corre nos tribunais), a Escola Flávio Gonçalves apresenta-se agora completamente requalificada com novas áreas de aula e convívio para os alunos e novas áreas desportivas, designadamente um Pavilhão gimnodesportivo completamente requalificado, com 8 balneários, que serão também colocados à disposição da comunidade associativa local.

A Câmara poveira e a direção da escola assinaram um protocolo para a partilha destes espaços desportivos, fora do horário letivo.

Para Aires Pereira existe hoje, “um sentimento de dever cumprido”.

Esta obra teve subjacentes várias “preocupações de sustentabilidade”, assegurou Aires, pois foram reduzidos ao mínimo a “utilização de equipamentos de ventilação e de ar condicionado, porque é um problema que têm, hoje, as escolas do dito Parque Escolar, isto é, há falta de capacidade financeira da comunidade escolar para a respetiva manutenção”.

De acordo com o autarca poveiro, esta é “uma escola que foi recuperada tendo em atenção aquilo que é o processo de descentralização e adaptada à forma como a Câmara da Póvoa vê este tipo de equipamentos”. Recorda ainda que a autarquia não tinha muita experiência na intervenção neste tipo de escolas, que não era da responsabilidade municipal, ainda assim, “o trabalho que aqui fizemos foi um trabalho conseguido”, avalia Aires Pereira.

A Escola Dr. Flávio Gonçalves foi o primeiro estabelecimento do 2º ciclo do ensino básico a ser construído no concelho, já lá vão mais de três décadas. Numa visita às obras em junho de 2020, o presidente da Câmara explicava que o empreiteiro (Vierominho) tinha 12 meses para fazer a obra, andou aqui 14 meses e deixou isto como se vê: em vez de remodelada, a obra ficou inacabada e a escola danificada, porque nalguns casos, os espaços ficaram tão deteriorados, que implicam perda total.

Por este motivo, a Câmara da Póvoa de Varzim tomou posse administrativa da obra e deu o caminho adequado à obra com o “Arquiteto Soares da Costa e toda a sua equipa”, como referiu o edil na intervenção inaugural desta sexta-feira.

Foram deixados agradecimentos também à colaboração de toda a comunidade escolar, desde funcionários, professores aos pais dos alunos, que foram pacientes e colaborativos no decurso das obras.

Não foi esquecida ainda a anterior diretora da escola, Maria das Dores Milhazes, que foi um dos rostos da escola Flávio Gonçalves durante muitos anos e que acompanhou todo o processo da requalificação. Retirada da vida profissional, a anterior diretora esteve presente para assistir a um momento muito ansiado, mas que foi protagonizado pela atual responsável pela Direção escolar, Luísa Gomes.

O presidente do município da Póvoa de Varzim mostra-se muito “desconfiado” do processo de transferência de competências do Estado central para o município nesta área, frisando até que o “Ministério da Educação não é pessoa de bem!, dado que não cumpriu os contratos que tem com o município. “Já concluímos a escola de Aver-o-Mar há mais de um ano e ainda não pagaram o que diz respeito à comparticipação do Ministério da Educação naquela obra, muito menos nesta”.

De acordo com o presidente da Câmara, incluindo o que foi construído no primeiro concurso e depois “desfeito” no segundo, a obra acabou por ficar em 5 milhões de euros. Desta verba quase metade é do orçamento municipal e outra metade provem de Fundos Comunitários, sendo uma fração de 5% a expensas do governo, que ainda não liquidou essa sua “responsabilidade”, o que leva Aires Pereira a frisar que o Ministério da Educação não “é pessoa de bem”.

O processo de descentralização que está em curso prevê a concretização da transferência de competências para 1 de abril do próximo ano. Mas Aires Pereira mostra-se cético quanto a este processo, designadamente quanto “aos meios financeiros que serão alocados”.

Veja vídeo-reportagem da NLTV:

Requalificação da Escola Flávio Gonçalves custou 5 milhões de euros

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