José Carlos de Vasconcelos é uma das figuras de primeira hora do Correntes D’Escritas. Nesta 27ª edição, a Revista 25 do Corrente é-lhe inteiramente dedicada em jeito de homenagem.
O seu curriculum é vasto: Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, pertence a uma geração de estudantes dessa universidade onde constam Manuel Alegre, Fernando Assis Pacheco ou José Augusto da Silva Marques.
Foi dirigente da Associação Académica de Coimbra e chefe de redação do semanário Via Latina, órgão oficial da AAC, e que obteve uma projeção significativa no período da luta dos estudantes contra a ditadura, em 1961-1962.
Foi também colaborador da revista Vértice. Advogado — chegou a ser encarregue da defesa de António Areal, José Rodrigues, João Perry, António Barahona da Fonseca e Eunice Muñoz quando estes foram alvo de um processo por alegado consumo de drogas, na década de 1970[1] — profissionalizou-se ao mesmo tempo como jornalista, após entrar, em 1966, no Diário de Lisboa.
Já depois do 25 de abril de 1974 seria diretor-adjunto do Diário de Notícias e um dos fundadores do semanário O Jornal, de que veio a ser diretor.
Pertenceu à direção editorial da revista Visão e foi director do Jornal de Letras.
Foi deputado à Assembleia da República na IV Legislatura da Terceira República Portuguesa, eleito pelo extinto Partido Renovador Democrático, de que foi um dos fundadores.
José Carlos de Vasconcelos tem uma extensa obra publicada:
- Canções para a Primavera (1960);
- Tempo de elegia (1961);
- Corpo de esperança (1964);
- Elegias : vértice (1965);
- De poema em riste (1970);
- Liberdade de imprensa : lei de imprensa (1972);
- Poemas para a revolução (1975);
- De águia a zebra (1978);
- O mar a mar a Póvoa : poemas com nove estudos de Júlio Resende (2001);
- Repórter do coração (2004);
- Arco, barco, berço, verso (2005);
- Caçador de pirilampos (2007);
- Conversas com Saramago : os livros, a escrita, a política, o país, a vida (2010);
- O sol das palavras (2010);
- A fantástica história de Florzinha, gota de água (2010);
- Arco, barco, berço, verso (2010);
- A gaivota e o passaroco (2011);
- O mar a mar a Póvoa : II (2013)
José Carlos de Vasconcelos irá ser o protagonista, na primeira pessoa, da Conferência de Abertura, na quarta-feira, dia 25, às 15h30, no Teatro Garrett.
