Acusado de homicídio na Estela optou pelo silêncio

O homem acusado de matar um seu funcionário, em 2021, na Estela, Póvoa de Varzim, recusou na quarta-feira prestar declarações no Tribunal de Matosinhos na repetição parcial do julgamento, por decisão da Relação do Porto. No primeiro havia sido absolvido.

Em dezembro de 2022, o suspeito (Danny Eusébio), empresário de profissão, foi absolvido pela morte do empregado, de 51 anos, por “falta de provas sólidas” para ser condenado.


Contudo, o Ministério Público (MP) decidiu recorreu para o Tribunal da Relação do Porto, que mandou repetir parcialmente o julgamento por entender que houve um “erro notório” na apreciação da prova.


Em causa está a morte de um cidadão ucraniano, em junho de 2021, que trabalhava na exploração agrícola do suspeito e que, segundo a acusação, foi sodomizado com recurso a um objeto contundente que lhe causou graves hemorragias, originando a sua morte.


O arguido, de 43 anos, que esteve em prisão preventiva, terá ainda profanado o cadáver com a ajuda da mãe, da agora ex-mulher e do sócio, defendeu a acusação.


Na ocasião, e por este crime de profanação, os quatro arguidos foram condenados a um ano de prisão, suspensa na sua execução.
Esta quarta-feira, no Tribunal de Matosinhos, onde o julgamento começou a ser repetido, o principal arguido e a agora ex-mulher optaram por se manter em silêncio. Já a ex-sogra e o sócio de Danny Eusébio não comparecerem em audiência de julgamento.

Ouvido pelo coletivo de juízes, um inspetor-chefe da Polícia Judiciária (PJ), que esteve na investigação do caso, contou que a versão daquele arguido “não era convincente” porque “não batia certo”.

(Foto de arquivo: AS)

Acusado de homicídio na Estela optou pelo silêncio

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