O armador da embarcação Santa Maria dos Anjos, naufragada em janeiro deste ano com seis pescadores a bordo, em Sintra, vai receber cerca de 100 mil euros da seguradora.
“Conseguimos um entendimento em relação ao valor do seguro da embarcação, que estava por acertar”, explicou a advogada Lara Cunha, acrescentando que o acordo entre as ambas as partes foi alcançado durante uma reunião na tarde da passada quinta-feira, dia 19, em Lisboa. Este acordo contempla o pagamento da Companhia de Seguros Lusitânia ao armador de “aproximadamente 100 mil euros”.
Este foi o único assunto abordado na reunião com a seguradora, mas a advogada adianta que, sobre o pagamento do seguro às famílias dos cinco pescadores desaparecidos no naufrágio da embarcação, tem conhecimento de que, há cerca de duas semanas, “foi desbloqueada a questão jurídica” que estava a atrasar o pagamento das indemnizações.
Ainda no decorrer deste mês, segundo a advogada, os familiares das vítimas vão começar a receber “pensões provisórias” e, a curto prazo, os valores totais.
O ‘Santa Maria dos Anjos’, uma embarcação com seis pescadores residentes na Póvoa de Varzim e Vila do Conde a bordo, naufragou a 14 de janeiro deste ano, junto à Praia das Maçãs, em Sintra, tendo conseguido salvar-se apenas um dos pescadores.
Os outros cinco tripulantes continuam desde então desaparecidos. A embarcação tinha saído de Peniche e dirigia-se para Cascais para a pesca do linguado.
Contactada pela Agência Lusa, fonte da Companhia de Seguros Lusitânia confirmou que “as verbas de indemnização às famílias já começaram a ser pagas”, embora reconhecendo que o “processo ainda não está totalmente encerrado, devido a questões jurídicas”.
Recorde-se que, em outubro deste ano, os responsáveis da APROPESCA, Organização de Produtores de Pesca Artesanal, mostraram-se publicamente indignados com a “morosidade excessiva” no pagamento do seguro às famílias. Os dirigentes apelaram, na altura, a que o apoio financeiro chegasse rapidamente aos familiares e ao armador, lembrando que o acidente já tinha acontecido há mais de nove meses.
