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Duas escolas da Póvoa e de Vila do Conde na final do projeto Apps for Good

Seis escolas do distrito do Porto vão participar este ano na final nacional da 12.ª edição do Apps for Good, programa educativo tecnológico promovido pelo CDI Portugal. A iniciativa realiza-se no próximo dia 18, a partir das 10h00, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

A Escola Secundária D. Afonso Sanches, em Vila do Conde, concorre com o Projeto MP3 Arduino, uma solução que reproduz música tranquila e em baixo volume para ajudar jovens de centros educativos a adormecer, de forma acessível e sem perturbar os restantes utilizadores do espaço.
A Escola Básica de Aver-o-Mar, na Póvoa de Varzim, concorre com a Fogo em Foco, uma solução que recorre a imagens de satélite e dados ambientais para mapear e monitorizar áreas ardidas, apoiando uma gestão preventiva do território após incêndios e face a riscos como erosão, cheias ou derrocadas.

A Escola Básica Gonçalo Mendes da Maia, em Vermoim, apresenta a + Maia, uma app que permite à comunidade propor, votar e contribuir para melhorar os espaços públicos do concelho, com o apoio da Câmara Municipal.
Da Escola Básica de São Lourenço, em Ermesinde, chega a Petech, uma aplicação que acompanha tutores e animais em todas as fases da adoção, incluindo recursos de inteligência artificial para ajudar a encontrar o animal adequado, calendário de cuidados, rede de voluntários e apoio ao treino comportamental.

No ensino secundário, a Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia, leva à final a Learning Curve, uma app educativa que transforma as aprendizagens essenciais em minijogos interativos, promovendo uma experiência de aprendizagem mais prática e dinâmica.

A Escola Secundária Infante D. Henrique, no Porto, apresenta a ARCA72, aplicação de gestão inteligente de kits de sobrevivência para situações de emergência, como catástrofes ou pandemias, que incentiva uma preparação autónoma e organizada para, pelo menos, 72 horas.

As equipas a concurso garantiram o apuramento no Encontro Regional Norte do Apps for Good, que reuniu 64 projetos desenvolvidos por cerca de 200 alunos de 30 escolas, oriundos de 19 municípios. A presença na final evidencia a capacidade dos jovens para identificarem desafios das suas comunidades e criarem respostas tecnológicas concretas, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

A final nacional do Apps for Good reúne, este ano, 30 projetos desenvolvidos por alunos do ensino básico, secundário e, pela primeira vez, do ensino superior, provenientes de todo o país.

Ao longo dos seus 12 anos de existência, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e mais de 800 escolas, responsáveis pela criação de milhares de soluções tecnológicas.