O mau tempo continua até meio da semana. Agora é a Depressão Irene que vai chegar a Portugal. A Autoridade Nacional de Proteção civil emitiu aviso para chuva forte, vento e risco de inundações no Norte do país.
De acordo com a informação dada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se, para os próximos dias, precipitação, por vezes forte, salientando-se os seguintes aspetos:
− Precipitação, por vezes forte e persistente, nas regiões do Norte e Centro.
– Na Segunda-feira, dia 15, chuva persistente nas regiões Norte, Centro e Alentejo;
− Vento do quadrante este-sueste a rodar gradualmente para o quadrante sul, a aumentar de intensidade em especial no litoral
Devido ao agravamento das condições meteorológicas adversas, com precipitação por vezes persistente e forte, a intensificação do vento e agitação marítima, está previsto nesse período:
− A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro;
− A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
− A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
− Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água;
− Possibilidade de queda de ramos ou árvores, bem como de afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia;
− Danos em estruturas montadas ou suspensas;
− Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
MEDIDAS PREVENTIVAS:
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações.
De acordo com a Autoridade Marítima Nacional (ANM), as barras do Douro e de Esposende, na zona norte, estão fechadas à navegação, estando as barras da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde condicionadas.
