Nando: o “artista” perpetuado junto ao mar da Póvoa

O Município da Póvoa de Varzim homenageou, na manhã de domingo, o artista poveiro Fernando Gonçalves com a inauguração de uma Estátua “sonora”, na Avenida dos Banhos, junto à entrada do Porto de Pesca.
Ninguém fica indiferente à imponência do monumento que que faz ouvir a música dos trechos de violino tocados pelo Nando.

No dia em que se assinalou o seu nascimento – 2 de fevereiro – o Município decidiu evocar o artista multifacetado, numa sessão que contou com familiares e amigos do Nando, como era conhecido por todos.

Em representação da família, os filhos Hélder e Fernando, juntamente com o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, descerraram o monumento da autoria de Hélder de Carvalho.

Em nome de toda a família, o filho Fernando Gonçalves agradeceu o gesto de “reconhecimento e grande generosidade da Câmara Municipal”, acrescentando que “é um privilégio e uma honra ter o meu pai homenageado na sua cidade que ele tanto amava”. Hélder Gonçalves revelou que além do “talento e sensibilidade”, “foi um excelente pai e avô” e era uma “pessoa muito generosa, gostava muito daquilo que fazia e de dar alegria às pessoas”.

O Presidente da Câmara Municipal transmitiu que “a ideia deste monumento foi convidar o Nando para vir ao seu aniversário. Hoje, se fosse vivo, faria 80 anos e a intenção era aproximarmo-nos o mais possível da imagem que tínhamos do Nando, daquilo que nos proporcionava e da alegria que nos transmitia sempre que estava próximo e reproduzir aquilo que eram as várias facetas que tinha”.

Aires Pereira revelou que “tenho a felicidade de ter estado perto do Nando durante os últimos 30 anos”, adiantando que tinha sempre algo a apresentar.

Sobre a escolha do local de implantação do monumento disse que “tem não só a ver com a presença de um painel de azulejos muito significativo e que nos mostra o que o Nando mais gostava de fazer, falar sobre os poveiros e a história da Póvoa, mas também porque era uma pessoa que nunca gostava de estar sozinha e neste local, nunca vai estar sozinho. Trata-se de um sítio muito simbólico e fazia sentido que o Nando ficasse aqui”.

O Presidente acrescentou que “o Nando era um poveiro que gostava da sua terra, retratou-a artisticamente de uma forma como não conheço ninguém que o tenha feito”, constatando que “tinha uma característica muito própria para desenhar e nos transmitir tudo aquilo em que a Póvoa podia, de alguma forma, ser representada”. A este propósito referiu-se a um dos últimos trabalhos que fez, há cerca de cinco anos: “um quadro magnífico, enorme, que está no gabinete do Presidente da Câmara e representa bem a nova Póvoa. Demorou, praticamente, um ano e meio a pintar este quadro que é património do Município”.

Terminou afirmando que “é da mais elementar justiça que aqui estejamos todos, os que gostávamos do Nando, para quem ele dizia alguma coisa, porque é um dia de festa este em que se estivesse vivo faria 80 anos. Era uma pessoa de quem, efetivamente, gostávamos muito, e retratava de forma, inigualável a Póvoa, os poveiros, a cultura, as nossas tradições. Uma falta que dificilmente será superada”.

De referir que está petente na Loja Interativa de Turismo, uma exposição da autoria de Helder de Carvalho, em que o artista explica o processo de criação do monumento de homenagem a Fernando Gonçalves.

(Fonte: CMPV)

Nando: o “artista” perpetuado junto ao mar da Póvoa

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