O próximo sábado poderá ficar marcado na história do Varzim como o dia D. Será o último jogo oficial desta temporada 2022 / 2023, época que não irá deixar boas recordações ao clube poveiro.
A força de todos é necessária para ajudar o Varzim nesta derradeira partida.
Três treinadores e mais três dezenas de contratações, dizem bem da gestão actual, entregue a quem pouco percebe da poda. A menos que, tenham olhado para o clube e cidade de uma forma diferente.
Nos últimos anos, tem sido de decadência, quer nos desempenhos em campo quer na gestão de um clube, que já teve tudo para viver desafogado, e numa divisão bem superior.
Aliás, esta será a terceira vez, em meia dúzia de anos, que o Varzim discute o futuro próximo no derradeiro jogo, depois de receber a Académica e pouco depois a Oliveirense, na II liga.
Agora o despique será com o Fafe, que se espera cordial e honesto na forma de encarar a importância do jogo.
Este é um cenário que os adeptos, já não estranham e que têm corrido bem, apesar do sofrimento. Mas no próximo sábado (15 horas) e diante do já descansado Fafe, o Varzim terá que vencer, para garantir a permanência na Liga 3, sem estar à espera, como diz o povo de sapatos de defunto, ou seja, do resultado do S. João Ver que em casa, e à mesma hora que os poveiros, joga com o despromovido Montalegre.
Portanto, durante o jogo e só em caso de desgraça para os pupilos de Paneira, é que estes, irão estar preocupados com o resultado do adversário. Dois pontos separam as duas equipas e em caso de igualdade pontual, o adversário será superior.
Por isso uma eventual descida do Varzim representará um golpe no futuro do clube, já que cairá para o Campeonato de Portugal, a quarta divisão, só conhecida na história do clube nas longínquas décadas de 30, 40 e 50 do século passado.
Para o jogo de sábado, as portas do estádio serão abertas, pedindo a direção que todos possam usar as cores e símbolos do clube, dando um colorido enorme à transmissão televisiva do Canal 11, e uma força extra ao Varzim.
(João Couto)
