A Póvoa regista mais 3 (139) infetados e Vila do Conde mais 6 (266), num total de 405 casos positivos nos dois concelhos.
Os dois concelhos ultrapassam assim a barreira dos 400 casos, numa altura em que já nos encontramos em situação de calamidade pública e com o desconfinamento a acontecer de forma gradual.
A DGS anunciou hoje que nas últimas 24 horas registaram-se mais 15 óbitos e 480 novos casos de infeção por COVID-19 em Portugal.
Segundo o boletim epidemiológico daquela entidade, o número de vítimas mortais passou de 1.074 para 1.089, enquanto os casos confirmados aumentaram de 25.702 para 26.182.
O número de pessoas recuperadas encontra-se atualmente nos 2.076.
Destes números nacionais há que salientar que, só no Norte do país, estão contabilizados 15256 casos e 623 mortos.
Portugal registou a primeira vítima mortal com menos de 40 anos de idade
Foi ontem registada a primeira vítima mortal de COVID-19 com menos de 40 anos no país. Trata-se de um empresário de 29 anos natural do Bangladesh.
De acordo com o barómetro semanal da Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal teria registado mais mortes e mais internamentos entre 1 e 15 de abril se não houvesse medidas de contenção e mitigação.
Três
hospitais portugueses foram já autorizados a usar o medicamento
ainda experimental – o Remdesivir –
na recuperação de doentes graves e ao qual os EUA atribuíram, há
dias, uma “autorização de emergência”.
O Ministério
da Saúde vai divulgar um relatório com os “procedimentos
elaborados por ajuste direto” para combater a pandemia, com as
respetivas razões que os justificaram. Uma empresa portuguesa
especializada em brindes, bordados e fardamento vendeu, por ajuste
direto, 14,6 milhões de euros em material de proteção em
apenas seis semanas. Também a compra de equipamentos para medir
temperatura disparou, sendo que a maioria do material vem da
China.
Por outro
lado, o secretário de Estado da Saúde dá conta que, desde o início
da pandemia, foram contratados mais de 2.300 profissionais
de saúde para apoiar o SNS, um número que a Ordem
dos Médicos considera insuficiente, uma vez que há médicos
sem folgas e sem férias.
A entidade denuncia ainda graves carências de material de apoio e de proteção no combate à pandemia da COVID-19 no SNS. A Ordem adverte ainda para a necessidade de o Governo acelerar o processo de aquisição de vacinas contra a gripe sazonal, num contexto de uma eventual segunda vaga do novo coronavírus.